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ABR
29
29 ABR 2020
MATO GROSSO SAÚDE
Como manter a saúde mental equilibrada durante o distanciamento social
Psicóloga informa que encontrar uma rotina mantém a pessoa atenta e conectada ao ciclo do dia e de si mesma

O distanciamento social vem sendo uma realidade de muitos países para combater a Covid-19 que se espalha tão rapidamente. E é extremamente importante cuidar da saúde mental durante esse período, pois o afastamento priva, ou limita, o contato físico, tão necessário ao ser humano, intensificando o estresse e aumentando a ansiedade. 

O Mato Grosso Saúde e a psicóloga e especialista em saúde pública, Paula Poubel, esclarecem sobre o que deve ser feito para manter a boa saúde mental, cuidado que também é preocupação da própria Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“Em um momento tão atípico, como o de uma pandemia, ocasiões que vão desde o despertar, os horários de alimentação até as atividades físicas em casa, trabalhos, cursos são importantes para que o organismo e a mente mantenham uma orientação. Isso não significa buscar a rigidez ou inflexibilidade de horários e cobranças, mas encontrar uma rotina que mantenha a pessoa atenta e conectada ao ciclo do dia e de si mesma”, informa Paula. 

Informações na medida certa 

A leitura e o contato em excesso com informações e notícias podem ser um fator estressante e, por esse motivo, a OMS sugere que se estabeleçam horários para ter acesso às informações.  

A psicóloga alerta que o grande fluxo de informação pode desencadear grande ansiedade, desânimo e tristeza. 

“As informações têm circulado com grande velocidade, em especial pelas redes sociais, então, escolher um horário e, principalmente, as fontes confiáveis de informação é muito importante para evitar qualquer acesso de ansiedade no indivíduo”.

Mídias sociais: ajudam ou atrapalham nesse momento?

As mídias sociais, ao mesmo tempo em que possibilitam o contato com pessoas, o que, para Paula Poubel é um fator positivo para a saúde mental, também podem ser fonte de muitas informações verídicas ou não, acarretando em situações de desconforto emocional e psíquico.

A profissional recomenda que a forma ideal de utilização das mídias sociais sejam sentidas e entendidas por cada pessoa, pois há aqueles que se sentem bem com grande volume de informação e outros não. 

“Um dos critérios para essa definição pode ser a forma como tais contatos têm ressoado nas pessoas, quais emoções sentem ao ter contato com as informações, quais momentos são mais ideais ou qual a melhor frequência de uso para a sua saúde mental. Então, o melhor filtro para saber se as redes sociais fazem ou não bem é o próprio indivíduo que saberá responder, tendo em vista a sua vivência e as suas sensações dentro deste universo digital”.

Falta de ar

Quando é uma manifestação psicológica de ansiedade ou quando é realmente um sintoma do novo coronavírus? O principal sintoma de um quadro de ansiedade ou ataques de pânico pode se assemelhar ao do novo coronavírus: a falta de ar.

“Uma das características da crise na síndrome do pânico ou crise de ansiedade é a falta de ar, respiração mais curta e pesada. A crise de ansiedade tende a ser um episódio e não acompanha outros sintomas”, informa a especialista. 

O que pode ajudar a diferenciar é que nos casos da Covid-19 outros sintomas aparecem, como a febre, tosse e outros indicativos característicos do quadro clínico da doença.

Praticar hobby pode ser benéfico

Um hobby, uma atividade física, yoga, cozinhar, costurar, assim como tantas outras atividades podem ser benéficas durante a quarentena e auxilia na criação de uma rotina, assim como na sensação de prazer e autocuidado. 

Para Paula, a frequência para tais atividades varia de acordo com cada pessoa. “Por exemplo, se a pessoa tem filho ou não, se está trabalhando de casa, o importante é manter em mente que o hobby tem o objetivo de desenvolvimento pessoal e prazer e não pode ser levado com rigidez para não se tornar mais um fator de estresse”.

Terapias online

Os psicólogos também estão se reinventando nesse momento de pandemia e utilizando a tecnologia como aliados na psicoterapia, que é uma forma de obter ajuda de um profissional especializado, podendo ser um grande auxílio em momentos de muito medo e ansiedade. 

A especialista ainda lembra àqueles que já realizam acompanhamento com um psicólogo, a continuidade é fundamental, mesmo que em formato on-line.

Paula Poubel ressalta que não é possível estabelecer uma fórmula mágica que vá garantir a saúde mental nesse período, pelo fato da individualidade de cada pessoa, mas lembra que as instituições e profissionais confiáveis como a OMS têm produzido materiais importantes de orientação, e que a procura por um profissional especializado, como um psicólogo ou um médico é fundamental.

“Nesse momento devemos ser gentis conosco e não produzir mais culpa ou frustração. Estamos vivendo um momento atípico, então, nada mais saudável do que nos adaptarmos a tudo isso”, orientou.

Fonte: Assessoria | Mato Grosso Saúde
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