Atividades físicas são essenciais para um bom funcionamento neural, físico e também social. Desde atividades leves, como passear com o pet, até as mais intensas (jogar basquete, por exemplo), induzem a produção de sinapses, que basicamente é o processo de comunicação entre os neurônios (células presentes no sistema nervoso) e as demais células presentes no organismo. Esse processo também previne a morte das células, fazendo com que o corpo esteja mais saudável e disposto.
Ter uma vida ativa ajuda a prevenir diversas doenças, como hipertensão, infarto, obesidade e Alzheimer, além de contribuir significativamente para a redução de sintomas da depressão e da ansiedade. Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas adultas deveriam praticar, em média, 150 minutos por semana de atividades físicas de intensidade moderada. Esse tipo de ação inclui caminhada rápida, natação recreativa, dança aeróbica de baixo impacto, entre outras.É importante compreender a diferença entre atividade física e exercício físico. A primeira envolve qualquer tipo de ação que contenha movimentação e gasto calórico acima do nível de repouso (brincar com o pet, dançar, plantar). Já a segunda implica em uma atividade física repetitiva, programada, estruturada e de intensidade moderada a vigorosa (musculação, exercícios aeróbicos e funcionais). Ou seja, todo exercício físico é uma atividade física, mas nem toda atividade física é exercício.
Uma das principais razões que levam muitas pessoas a desistirem de incorporar a prática de exercícios físicos na rotina é a dor causada pela lesão de algum movimento que foi mal executado. A fisioterapeuta Marilda Ghiraldi (CREFITO 9/6897-F) alerta sobre a importância de realizar acompanhamento profissional para verificar e tratar a causa da dor.
“Dor é algo que o corpo não deve sentir; é um sinal de alerta indicando que algo não está em bom funcionamento. Se, durante a atividade física, a pessoa sentiu dores e isso atrapalhou o desempenho corporal durante a atividade, é importante procurar um fisioterapeuta. É muito provável que a dor tenha ocorrido por conta de um estresse mecânico ou processo inflamatório, o que indica a necessidade de corrigir a postura durante a atividade ou diminuir a intensidade”, explica.
O essencial é manter-se em movimento. Segundo a fisioterapeuta, incorporar qualquer atividade física no dia a dia — seja passear com o pet algumas vezes por semana, praticar musculação ou participar de uma aula de dança — contribui para uma velhice mais saudável.
“Não é realista esperar um bom desempenho corporal na velhice sem manter o corpo ativo desde a adolescência e a vida adulta. O movimento constrói memória postural e muscular, fundamentais para um envelhecimento com qualidade. A prática de atividades físicas traz benefícios para todas as esferas da vida”, conclui Ghiraldi.