Data simboliza reflexão contra o preconceito e estigma
A Síndrome de Down é caracterizada pela formação de um terceiro cromossomo no par de cromossomos 21 durante o processo de divisão celular após a fecundação. Essa anomalia cromossômica é chamada de trissomia e ela pode se manifestar em outros pares, dando origem a outras deficiências. O padrão genético é de 46 corpúsculos cromáticos que se dividem em 23 pares (23 filamentos herdados de cada progenitor).
Em razão disso, a data escolhida para celebrar o Dia Mundial da Síndrome de Down foi 21 de março (21/03), em alusão à condição genética. O dia foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), há 15 anos. Além disso, a data simboliza a reflexão contra o preconceito e contra os estigmas enfrentados pelas pessoas portadoras da síndrome.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há cerca de 300 mil pessoas no país com essa deficiência, e somente 5,3% estão no mercado de trabalho. Este dado revela que pessoas com deficiência são excluídas do convívio social, pois são frequentemente infantilizadas e não ouvidas.
De acordo com a ex-secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, secretaria integrada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Anna Paula Feminella, a “data é importante para fortalecer o compromisso com a inclusão e o enfrentamento ao capacitismo”.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é recebido durante exame de ultrassom obstétrico e morfológico, que permite a visualização da anatomia do bebê. A síndrome é comprovada a partir do exame clínico do cariótipo (conjunto e estudo do cromossomo), após o nascimento da criança.
Cuidados
Uma abordagem multidisciplinar, com o acompanhamento de profissionais de diversas áreas (fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia etc.), contribui para o desenvolvimento e qualidade de vida, desde a infância até a velhice.
Autor: Grazi Godwin
Local: Assessoria MT Saúde