O Estado de Mato Grosso contabilizou 32 casos de meningite entre janeiro e maio deste ano, resultando na morte de oito pessoas nas cidades Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Cáceres, Juscimeira, Barra do Garças, Canarana, Colíder, Glória D’Oeste, Lucas do Rio Verde, São José do Rio Claro, Sorriso, Tapurah, Tesouro.
Desse total, sete casos da doença foram registrados em Cuiabá e cinco em Várzea Grande, município da região metropolitana da Baixada Cuiabana. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), a faixa etária com maior número de óbitos foi a de crianças menores de 1 ano, que contabilizou oito mortes.
Nos últimos dois anos, a incidência de casos de meningite foi mais baixa em comparação a 2026. No ano de 2024, foram identificados 22 casos da doença. Já em 2025, foram 25 ocorrências. Mesmo com o aumento de 50% dos casos entre 2024 e 2026, o secretário de Saúde do Estado, Juliano Melo, descartou a hipótese de haver surto ou transmissão comunitária de meningite.
“Até o momento, não há indicação de surto ou transmissão comunitária de meningite em Mato Grosso. No município de Sinop, a situação segue em acompanhamento, sem registro de novos casos além das notificações iniciais informadas pela vigilância”, afirma.
Meningite: o que é e como se proteger da doença
A meningite ocorre quando as membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal, chamadas de meninges, inflamam-se e afetam o sistema nervoso central, gerando convulsões, confusão mental, dificuldade para acordar e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. Sem o atendimento correto e imediato, a meningite pode levar a óbito.
Segundo o portal on-line do Ministério da Saúde, os tipos da doença variam em: meningite parasitária, relacionada à ingestão de alimentos contaminados; fúngica, mais comum em pessoas com imunidade reduzida; viral, transmitida principalmente por secreções respiratórias, como tosse e espirro; e bacteriana, também transmitida por tosse ou espirro, sendo considerada a forma mais grave.
O diagnóstico é feito a partir dos resultados obtidos por análise clínica em laboratório do sangue e do líquor, líquido transparente que fica envolto ao redor do cérebro e da medula espinhal. É importante a identificação sobre qual tipo de meningite o paciente foi acometido, pois o tratamento muda de acordo com a tipagem.
A vacina é a maneira mais eficaz de prevenção contra a doença, pois estimula o organismo a produzir anticorpos e diminui as possibilidades de agravamento da doença. Além disso, manter ambientes ventilados e lavar as mãos com frequência são ações que contribuem com a prevenção da doença.
A presidente do MT Saúde, Misma Thalita dos Anjos, ressalta o compromisso da instituição em fomentar a prevenção da meningite, bem como de outras doenças, por meio da conscientização e do cuidado contínuo com a saúde dos beneficiários.
“A prevenção é sempre o melhor caminho quando falamos em saúde. Consultar um infectologista é fundamental para orientar sobre a vacinação, hábitos preventivos e identificar fatores de risco relacionados à meningite. No MT Saúde, reforçamos a importância do cuidado contínuo e da busca por atendimento especializado como forma de proteger a saúde e garantir mais qualidade de vida aos beneficiários”, disse.
Autor: Grazi Godwin
Local: Assessoria MT Saúde